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08/11/2010
Datas Comemorativas de Novembro
01 - Dia de Todos os Santos
02 - Dia de Finados
03 - Dia do Cabeleireiro
03 - Dia do Barbeiro
03 - Instituição do Direito e Voto da Mulher (1930)
04 - Dia do Inventor
05 - Dia da Ciência e Cultura
05 - Dia do Cinema Brasileiro
05 - Dia do Radioamador e Técnico Eletrônica
08 - Dia do Aposentado
08 - Dia Mundial do Urbanismo
09 - Dia do Hoteleiro
09 - Dia do Urbanismo
10 - Dia do Trigo
11 - Dia do Soldado Desconhecido
12 - Dia do Psicopedagogo
12 - Dia do Supermercado
14 - Dia do Bandeirante
15 - Proclamação da República
15 - Dia Nacional da Alfabetização
16 - Semana da Música
19 - Dia da Bandeira
20 - Dia do Auditor Interno
20 - Dia Nacional da Consciência Negra
20 - Dia do Biomédico
21 - Dia da Homeopatia
21 - Dia das Saudações
22 - Dia do Músico
23 - Dia Internacional do Livro
23 - Dia do Rio
25 - Dia Nacional do Doador de Sangue
25 - Dia Internacional contra a Exploração da Mulher
26 - Dia do Ministério Público
28 - Dia Mundial de Ação de Graças
30 - Dia do Estatuto da Terra
02 - Dia de Finados
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03 - Dia do Barbeiro
04 - Dia do Inventor
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20 - Dia do Auditor Interno
20 - Dia Nacional da Consciência Negra
20 - Dia do Biomédico
21 - Dia da Homeopatia
21 - Dia das Saudações
22 - Dia do Músico
23 - Dia Internacional do Livro
23 - Dia do Rio
25 - Dia Nacional do Doador de Sangue
25 - Dia Internacional contra a Exploração da Mulher
26 - Dia do Ministério Público
28 - Dia Mundial de Ação de Graças
30 - Dia do Estatuto da Terra
Inep divulga provas do Enem; confira as respostas comentadas
Clipping Educacional - Redação Terra
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta segunda-feira, 8, as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 que foram aplicadas neste fim de semana. Confira os cadernos de prova rosa , branco, azul e amarelo aplicados no primeiro dia; e os cadernos rosa, cinza, azul e amarelo do segundo dia. Veja aqui a resolução comentada feita pelo Terra em parceria com o Sistema COC de Ensino.
No sábado, 6, foram realizadas as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, cada uma com 45 questões. No domingo, 7, os candidatos foram avaliados em Matemática e suas Tecnologias e Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, também com 45 questões cada uma, além da redação.
Segundo informações do Inep, o gabarito oficial será divulgado nesta terça-feira, conforme previsto no edital do exame.
Fonte: http://noticias.terra.com.br
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta segunda-feira, 8, as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 que foram aplicadas neste fim de semana. Confira os cadernos de prova rosa , branco, azul e amarelo aplicados no primeiro dia; e os cadernos rosa, cinza, azul e amarelo do segundo dia. Veja aqui a resolução comentada feita pelo Terra em parceria com o Sistema COC de Ensino.
No sábado, 6, foram realizadas as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, cada uma com 45 questões. No domingo, 7, os candidatos foram avaliados em Matemática e suas Tecnologias e Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, também com 45 questões cada uma, além da redação.
Segundo informações do Inep, o gabarito oficial será divulgado nesta terça-feira, conforme previsto no edital do exame.
Fonte: http://noticias.terra.com.br
04/11/2010
Autores e leitores reagem contra parecer que veta Monteiro Lobato
Clipping Educacional - iG São PauloAcademia Brasileira de Letras fará reunião sobre o tema nesta quinta enquanto estudiosos e fãs protestam contra "censura"
A Academia Brasileira de Letras (ABL) se reúne nesta quinta-feira, às 16h, para tratar do parecer dado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e publicado na semana passada no Diário Oficial da União contra à obra de Monteiro Lobato (1882-1948) nas escolas públicas. Estudiosos e fãs do autor já classificaram a decisão como “censura”, “desastre” e “absurda” e aguardam uma posição firme dos membros da academia.
O CNE decidiu por unanimidade recomendar que não se distribua o livro "Caçadas de Pedrinho", publicado em 1933, a instituições de ensino por considerar que algumas passagens são racistas (veja abaixo). O órgão recomenda ainda que, caso alguma escola queira usá-lo, haja preparação do professor para tratar de racismo e uma nota na obra alertando sobre o conteúdo. Para entrar em vigor, o parecer precisaria ser homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, que já disse que não vetará a obra e pediu revisão da decisão.
A ocupante da cadeira número 1 da ABL, Ana Maria Machado, adiantou o que pensa: “Somos contra qualquer forma de veto ou censura à criação artística. Uma cultura não pode se tecer com as linhas dos melindres e ressentimentos. Isso a empobrece, em vez de enriquecê-la.”
Uma das maiores autoridades no assunto, a professora titular aposentada da Universidade de Campinas (Unicamp), Marisa Lajoto, autora de vários livros sobre o autor, incluindo a organização de “Monteiro Lobato livro a livro” repudiou a decisão. Para ela, além de errar ao apontar racismo, a medida é “autoritária” e “amordaça” a literatura de forma geral. “O episódio torna-se assustador pelo que endossa, anuncia e recomenda de patrulhamento da leitura na escola brasileira. A nota exigida transforma livros em produtos de botica, que devem circular acompanhados de bula com instruções de uso.”
Para ela, qualquer nota seria um “desastre”. “O que a nota exigida deve explicar? O que significa esclarecer ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos na literatura? A quem deve a editora encomendar a nota explicativa? Qual seria o conteúdo da nota solicitada? A nota deve fazer uma auto-crítica (autoral, editorial?) , assumindo que o livro contém estereótipos? A nota deve informar ao leitor que 'Caçadas de Pedrinho' é um livro racista? Quem decidirá se a nota explicativa cumpre efetivamente o esclarecimento exigido pelo MEC?” (veja artigo)
Parte inferior do formulário
Abaixo-assinado
Nas redes sociais da internet também se multiplicam as manifestações contrárias ao parecer. A autora Eliana Schuster, fã de Monteiro Lobato, mostrou sua indignação no Facebook, em texto que chama de absurda a medida. Recebeu de amigos e simpatizantes a sugestão de que iniciasse um abaixo-assinado endereçado ao Ministério da Educação (MEC).
Nesta quarta-feira, o documento já tinha mais de 1.200 assinaturas. “Atirei-me nesta defesa primeiro para combater uma imensurável injustiça, e em segundo para permitir que os novos, os pequenos não sejam tolhidos do fantástico universo de Monteiro Lobato. Aceitar um ato como esse é aniquilar com a nossa própria história cultural”, diz.
Os argumentos do CNE
Em nota técnica aprovada por unanimidade e publicada no Diário Oficial da União, o CNE decidiu que:
“A obra Caçadas de Pedrinho só deve ser utilizada no contexto da educação escolar quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil. Isso não quer dizer que o fascínio de ouvir e contar histórias devam ser esquecidos; deve, na verdade, ser estimulado, mas há que se pensar em histórias que valorizem os diversos segmentos populacionais que formam a sociedade brasileira, dentre eles, o negro.”
Em outro trecho explica que vê como racista a abordagem da personagem feminina e negra Tia Anastácia e as referências aos personagens animais tais como urubu, macaco e feras africanas. “Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano, que se repete em vários trechos do livro analisado. A crítica feita baseia-se na legislação antirracista brasileira, a partir da promulgação da Constituição de 1988, na legislação educacional em vigor e em estudos teóricos que discutem a necessidade e a importância do trabalho com uma literatura antirracista na escola superando a adoção de obras que fazem referência ao negro com estereótipos fortemente carregados de elementos racistas.”
A nota reproduz ainda resposta que a Coordenação Geral do Material Didático, responsável por distribuir o livro por todo o País, deu às perguntas feitas desde o início do processo de avaliação em junho: "(...) naturalmente, como toda leitura escolar, o livro será lido sob a supervisão de um professor que, como leitor maduro, saberá mostrar que trechos isolados não compõem uma obra e que na literatura não é a soma das partes que fazem o todo. Também não deixará de aproveitar para discutir com os seus alunos os aspectos da realidade que a obra busca representar, articulando a leitura do livro com outras leituras e com o próprio cotidiano da escola, do bairro, da cidade e do país. São critérios de avaliação: a qualidade textual, a adequação temática, a ausência de preconceitos, estereótipos ou doutrinações, a qualidade gráfica e o potencial de leitura considerando o público-alvo."
Em seguida, o documento diz que “cabe à Coordenação-Geral de Material Didático do MEC cumprir com os critérios por ela mesma estabelecidos na avaliação dos livros indicados, de que os mesmos primem pela ausência de preconceitos, estereótipos, não selecionando obras clássicas ou contemporâneas com tal teor”.
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br
O DEUS DA POBREZA - Lenda Japonesa
Há muitos e muitos anos, em algum lugar do Japão, vivia um casal que tinha muitos filhos. Apesar de a família trabalhar bastante, vivia na miséria. Um dia, desgostosos da situação, que nunca melhorava, decidiram deixar de trabalhar.
Quando o inverno chegou, já não havia nem arroz nem verduras para comer. Todos estavam sentindo muita fome, e os filhos disseram:
– Papai, nós temos muita fome, queremos comer alguma coisa.
– Perdão, eu e a mamãe trabalhamos muito, sempre demos duro, mas não sei por que sempre fomos pobres. Falei com a mamãe e decidimos deixar tudo por conta do “seja o que deus quiser”. Se vocês concordarem, saímos desta cidade e vamos tentar a sorte em outro lugar.
– Sim, nós vamos embora. Se continuarmos aqui, vamos morrer de fome – disse o filho mais velho.
Assim, resolveram que se mudariam dentro de três dias e começaram a arrumar as bagagens que levariam. Nessa noite, o pai viu uma criatura estranha em sua casa e levou um tremendo susto.
– Quem é você? O que faz aqui?
– Ora, sou o Binbogami, o deus da Pobreza, e moro aqui – respondeu o ser, que era meio homem e meio oni (demônio).
– Deus da Pobreza?
– Sim. Vivo há muito tempo nesta casa, mas nem sempre sou visível para vocês.
– E o que está fazendo agora?
– Eu vou embora com vocês, por isso estou confeccionando tabizori (calçado para viagem) de palha de arroz para mim. A viagem pode ser longa.
– Você também vai embora?
– Sim, vamos continuar vivendo em harmonia numa nova casa.
Surpreendido com tudo aquilo, à noite, o homem confidenciou tudo para a esposa, contando detalhadamente o ocorrido.
– Então é por isso que sempre fomos pobres! O deus da Pobreza mora em nossa casa.
– O pior – disse o marido – é que ele quer ir com a gente.
– Se ele for conosco, de nada vai adiantar, vamos continuar na miséria. Nesse caso, é melhor ficarmos aqui.
Ao amanhecer, o deus da Pobreza já estava esperando a família na varanda, pronto para partir com o pessoal.
– Puxa, estão demorando demais. Vou fazer mais calçados de palha, para matar o tempo enquanto espero.
– Perdão, eu e a mamãe trabalhamos muito, sempre demos duro, mas não sei por que sempre fomos pobres. Falei com a mamãe e decidimos deixar tudo por conta do “seja o que deus quiser”. Se vocês concordarem, saímos desta cidade e vamos tentar a sorte em outro lugar.
– Sim, nós vamos embora. Se continuarmos aqui, vamos morrer de fome – disse o filho mais velho.
Assim, resolveram que se mudariam dentro de três dias e começaram a arrumar as bagagens que levariam. Nessa noite, o pai viu uma criatura estranha em sua casa e levou um tremendo susto.
– Quem é você? O que faz aqui?
– Ora, sou o Binbogami, o deus da Pobreza, e moro aqui – respondeu o ser, que era meio homem e meio oni (demônio).
– Deus da Pobreza?
– Sim. Vivo há muito tempo nesta casa, mas nem sempre sou visível para vocês.
– E o que está fazendo agora?
– Eu vou embora com vocês, por isso estou confeccionando tabizori (calçado para viagem) de palha de arroz para mim. A viagem pode ser longa.
– Você também vai embora?
– Sim, vamos continuar vivendo em harmonia numa nova casa.
Surpreendido com tudo aquilo, à noite, o homem confidenciou tudo para a esposa, contando detalhadamente o ocorrido.
– Então é por isso que sempre fomos pobres! O deus da Pobreza mora em nossa casa.
– O pior – disse o marido – é que ele quer ir com a gente.
– Se ele for conosco, de nada vai adiantar, vamos continuar na miséria. Nesse caso, é melhor ficarmos aqui.
Ao amanhecer, o deus da Pobreza já estava esperando a família na varanda, pronto para partir com o pessoal.
– Puxa, estão demorando demais. Vou fazer mais calçados de palha, para matar o tempo enquanto espero.
O deus da Pobreza esperou o dia inteiro e nada de a família sair com as malas. No dia seguinte, aconteceu a mesma coisa, e ele continuou fazendo calçados para passar o tempo. Assim, esperou durante alguns dias e acabou fazendo muitos calçados. Ele até gostou de fazer sandálias e fazia-as com prazer.
Ao ver os calçados prontos, alguns vizinhos elogiaram, porque eram bem-feitos e pareciam ótimos para andar na neve. Ao ouvir os elogios, o deus da Pobreza ficou entusiasmado e passou a produzir mais ainda.
Ao ver os calçados prontos, alguns vizinhos elogiaram, porque eram bem-feitos e pareciam ótimos para andar na neve. Ao ouvir os elogios, o deus da Pobreza ficou entusiasmado e passou a produzir mais ainda.
O dono da casa, vendo que todos os achavam bem-feitos, resolveu vender os calçados. Assim, levou-os até o centro do povoado, trocou-os alguns por alimentos e vendeu outros por bom preço. Porém, lembrou-se que, se o deus da Pobreza continuasse morando com eles, de nada ia adiantar ganhar algum dinheiro, que logo ficaria pobre de novo. Então, resolveu se livrar de vez de Binbogami.
– Com a venda das sandálias, recebi muito dinheiro. Por isso, vamos fazer bastante comida – disse o homem ao deus da Pobreza.
O jantar dessa noite foi regado a saquê (vinho de arroz) e muitas iguarias. O homem convidou Binbogami para jantar com a família. O deus da Pobreza, vendo toda aquela fartura, disse:
– Agora que vocês têm muito dinheiro, eu não posso continuar vivendo nesta casa. Só vou aceitar um pouco de saquê e esta noite mesmo vou embora.
Assim, pouco depois, ele calçou uma bota de palha e foi embora. O casal ficou muito feliz em se livrar do deus da Pobreza.
Antes de dormir, o pai resolveu tomar um banho de ofurô (banho quente de imersão) para amenizar o efeito do saquê. Porém, no corredor, deu de cara com Binbogami.
– Você ainda está aqui?
– Eu fui para outra casa, mas não me senti muito bem, por isso resolvi voltar.
O casal se entreolhou e pensou: “O que vamos fazer? Será que nossa sina é morar sempre com o deus da Pobreza? Pensando bem, já estamos acostumados com a presença dele aqui”.– Com a venda das sandálias, recebi muito dinheiro. Por isso, vamos fazer bastante comida – disse o homem ao deus da Pobreza.
O jantar dessa noite foi regado a saquê (vinho de arroz) e muitas iguarias. O homem convidou Binbogami para jantar com a família. O deus da Pobreza, vendo toda aquela fartura, disse:
– Agora que vocês têm muito dinheiro, eu não posso continuar vivendo nesta casa. Só vou aceitar um pouco de saquê e esta noite mesmo vou embora.
Assim, pouco depois, ele calçou uma bota de palha e foi embora. O casal ficou muito feliz em se livrar do deus da Pobreza.
Antes de dormir, o pai resolveu tomar um banho de ofurô (banho quente de imersão) para amenizar o efeito do saquê. Porém, no corredor, deu de cara com Binbogami.
– Você ainda está aqui?
– Eu fui para outra casa, mas não me senti muito bem, por isso resolvi voltar.
Assim, Binbogami passava o dia inteiro fazendo sandálias e tomando goles de saquê. Como a produção era grande, concluíram que logo ia faltar palha de arroz para fazer sandálias e dar continuidade ao trabalho. Então, o casal resolveu semear arroz, para poder aproveitar a palha.
Passados alguns meses, não só o arrozal produziu belas palhas, como enormes cachos de arroz.
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